26 Novembro 2009

Vamos lá dar um uso sério ao teclado

Vai começar o granel em relação às negociações entre Ministério da Educação e Sindicatos de Professores… ou não!!!

Do pouco que li até agora, entre notícias e comentários em jornais e blogues de professores, cheira-me que o estado de graça da Isabel “Sorrisos” Alçada já chegou ao fim.

Até agora tenho-me abstido de desenvolver os temas relacionados com ECD, ADD, Prova de Ingresso e Horários de Trabalho, pois considero que, quanto a tais assuntos, me encontro com uma visão muito negativa. No entanto, e agora que as negociações começaram, acho que afinal a visão é apenas realista, resultando em parte de vários anos de experiência em duas carreiras públicas.

Desenganem-se aqueles que consideram que a Isabeluxa decide o que quer que seja em relação às políticas educativas e opções de fundo, no que respeita à ADD e ao ECD. Do mesmo modo que a sua antecessora, ela é apenas o elemento que nos irá apresentar a vilanagem que nos preparam… A diferença é que, ao invés dumas trombas de vários meses de obstipação, temos que nos confrontar com uns sorrisos de incontinência de gases.

O Xócras, ex-lobo que agora veste uma pele de cordeiro Boss, ainda têm muitas malandrices que nos quer apresentar. Alguém têm de ajudar a pagar o buraco do BPN e, considerando que no fundo somos uma não classe, quem melhor que os professores para liderarem a batalha da redução do despesismo público. Se vamos deixar cair um estrangulamento de carreira, nada melhor para o fazer do que substitui-lo por 3…

Apenas vos digo que isto apenas avança se NÓS deixarmos… Quando pararmos de nos queixar cada um para o seu lado, as coisas tomam um rumo diferente, de certeza absoluta. Dou 3 exemplos das ‘armas’ que temos ao nosso dispor para o fazer de uma vez por todas…TIVE FDP

Apenas devemos exigir 3 coisas:

  • Cumprimento das 35 horas na escola;
  • Contabilização dos intervalos das aulas para as 35 horas;
  • Horário de trabalho das 9.00h às 17.00h.

Com isto bloqueamos as escolas em vários aspectos, acreditem ou não…

Com isto ganhamos, de uma vez por todas, a opinião pública…

Era vê-los a deitar contas à vida ao custo destas exigências que, por mero acaso, são inatacáveis por quem quer que seja…

Pensem nisso e iniciem a batalha nas vossas escolas… Mas preparem-se para que vos olhem de lado!!! Não se esqueçam que, o principal inimigo dos professores, são os próprios professores…

 

P.S.: Vocês nem imaginam o resultado que dá usar um cronómetro no ‘cumprimento’ das horas da componente não lectiva individual… Até se passavam comigo, lembras-te Ruco?!…   eheheheh

3 Bitaites:

arlindovsky disse...

Como coloquei no proslusos também coloco aqui:

Não estou plenamente de acordo.
Em primeiro lugar o serviço docente não deve ser considerado como um "pica-ponto".
Não gosto de pica-pontos e "prontos". :lol:

Deve existir um mecanismo que permita contabilizar o número de horas que cada docente faz para além do que está contemplado no seu horário de trabalho de forma a serem efectuados pagamentos como horas extraordinárias.
A utilização de reuniões abusivas para além das 2 horas contempladas no horário devem ser pagas como serviço extraordinário.

A grande alternância de dias e horas para reuniões devem ser impedidas. Deve existir um horário fixo para todas as reuniões a ser dado a conhecer no início do ano lectivo.
Uma tarde de paragem lectiva em todas as escolas é uma solução possível. Ter um turno de quarta-feita à tarde sem actividades lectivas e não lectivas permitiria concentrar todas as reuniões nessa tarde.

Gosto bastante deste tema e considero preocupante existir um grande número de professores que gostavam se ser "pica-pontos".

HzoLio disse...

Arlindovsky já estive numa outra carreira pública e sempre que era "obrigatório" fazer horas extraordinárias, como por exemplo na fase do orçamento de estado, e sempre que não havia dotação orçamental para o efeito, o pagamento era realizado com dias de férias... Esta seria uma excelente solução para o nosso caso, pois evitava o pica-ponto. No entanto, facilmente chegas á conclusão que muitos de nós, e em algumas escolas de um modo generalizado, atingiram um número de dias de férias que nunca iriam conseguir gozar. Aí continuavamos penalizados! Já para não falar que a contabilidade dessas horas não seria simples de fazer...

Também eu sou contra o pica-ponto, mas se for uma forma de darmos a volta por cima, vamos nessa Vanessa...

P.S.: Houve um determinado ano que o número de horas foi tanto ou tão pouco que eu tive direito a 45 dias de férias... percebes onde quero chegar?! ;)

Papagaio disse...

«Não se esqueçam que, o principal inimigo dos professores, são os próprios professores…»

Nem sabes tu como tens razão...

Antigamente (leia-se Pré-ADD) podias ter alguns colegas professores como amigos. Agora, com MLL, manda-se a amizade às malvas...

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails