12 Março 2010

Pior cego é o que não quer ver

“Na véspera das aulas com aquela turma, Luís ficava nervoso. Isolava-se no quarto e desejava que o amanhã não chegasse. Não queria voltar a ouvir que era um "careca", um "gordo" ou um "cão". Não queria que o burburinho constante do 9.º B e as atitudes provocatórias de alguns alunos continuassem a fazê-lo sentir aquela angústia. O peso no peito. O sufocante nó na garganta. Luís não era um aluno. Tinha 51 anos e era professor de Música na Escola Básica 2.3 de Fitares, em Rio de Mouro, Sintra. Era. Na semana antes do Carnaval, decidiu que não voltaria a ser enxovalhado. Pegou no carro e parou na Ponte 25 de Abril. Na manhã do dia 9 de Fevereiro, atirou-se ao rio.”

 

 

Sinto-me triste ao afirmar que isto é apenas a ponta do iceberg…

Infelizmente a sociedade não imagina o que se passa dentro de muros em muitas das nossas escolas…

Há escolas em que se vive num verdadeiro “território de guerrilha”, no qual os “atentados terroristas” são constantes… No entanto, (quase) tudo é abafado!!!

Muitos são os que falam sobre educação em Portugal… Poucos são os que sabem sobre o que falam… Menos ainda são os que falam sobre o que realmente acontece!!!

1 Bitaites:

Anónimo disse...

Concordo com tudo o que está escrito...também sinto tristeza e nojo por situações destas acontecerem e ainda vir um caramelo dizer que o colega sofria de problemas psicológicos e não responsabiliza os alunos desta turma que acabou com ele...é nojento!!!
Sandra-v

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